15 de Maio, 2020 | Por admin

O fardo de criar filhos: em louvor à simplicidade cristã (Myles Werntz)

Foto por Glen Carrie

A América do Norte, em muitas áreas, está lutando contra uma decadência que ela não pode justificar, mas da qual não pode escapar. Por décadas, a América do Norte consumiu mais do que a conta de seus recursos e agora, por uma variedade de razões, está se tornando insustentável. À medida que o preço das casas e dos remédios aumenta, e os salários diminuem, o chamado à simplicidade material do evangelho simplesmente faz mais sentido. Mas, para a igreja da América do Norte — desacostumada a ver a simplicidade como uma virtude —, tal busca pode ser mal interpretada como frugalidade ou talvez minimalismo.

Parafraseando Atos 19.15, conheço desconto, mas e esta simplicidade, quem é? A simplicidade e suas semelhantes se apresentam a nós com diversas faces: os movimentos das casas pequenas, os boêmios que vivem em suas vans, o Novo Monasticismo. Mas a simplicidade é algo difícil de buscar, porque é fácil que o Mamon, que reside no centro da nossa cultura, venha com uma roupagem nova. Vícios como o materialismo, afinal, podem estar tanto no excesso como na falta, ou tendo mais posses do que precisamos ou ficando obcecados em se livrar delas.

Teologicamente, uma ética da simplicidade (diferentemente do materialismo) pode ser posta da seguinte maneira: porque a vida de Deus é indivisa, nós somos — enquanto criações de Deus — feitos para buscar uma unidade de ação, recusando a seguir a dois senhores. Se as obras de Deus são não somente para o florescimento da criação, mas também indivisas nesse intento, as obras das criaturas de Deus devem espelhar isso, uma vez que se ordenam em torno das coisas concernentes a Deus de tal forma que vivamos nossas vidas com singularidade de propósito e orientação, com a acumulação de bens como uma transbordar desse desejo singularmente orientado.

A simplicidade, em certo nível, é certamente sobre o consumo, sobre desapegar e se desfazer de certas coisas. Mas a simplicidade — se deve refletir o que Deus é — vai além disso, envolvendo afeições, oração e crescimento em virtude. Entretanto, como seres criados aprendemos as coisas de Deus pelas coisas da terra e não é fácil desvencilhar uma da outra. A dificuldade da simplicidade é que, como a frugalidade e o minimalismo, ela envolve se desapegar dos bens materiais, mas por razões diferentes e mais profundas do que uma espécie de inconformismo cultural. Uma coisa é arrumar o quartinho da bagunça; outra é doar precisamente o que torna nossas vidas confortáveis por causa da oração e do serviço.

Como pais, a simplicidade material parece ser um estado natural do que desejamos escapar, estocando o que pudermos para quando o caçula tiver tamanho para usar, ou para quando o mais velho sentir fome depois da janta. Então, como pai, eu recebo exortações como a de Basílio o Grande mais com um revirar de olhos do que com assombro reverente. Não que e pense que ele está errado per se, ou que o bispo de Cesareia estivesse enganado na sua teologia, porque estudos empíricos mostram o que as Escrituras já sabem: a riqueza corrompe, e a riqueza absoluta corrompe absolutamente.[i] Quando Basílio afirma, por exemplo, que “o casaco que você não usa guardado no seu guarda-roupa pertence àquele que precisa dele; os sapatos apodrecendo no seu guarda-roupa pertencem àquele que não têm sapatos”[ii]sou atingido pela força retórica e reduzido ao pó; fico desnudado perante a luz das palavras desafiadoras de Jesus.

E eu mal começo a cantar os louvores de Basílio, e uma nota dissonante logo aparece:

“Espera aí”, eu me lembro. “Basílio não teve filhos.”

Como Brent Waters aponta em seu trabalho sobre a família no pensamento cristão,[iii] a igreja nos primeiros séculos tinha posições divididas quanto ao que fazer em relação às famílias, especialmente quanto a como dar espaço moral ao funcionamento interno de uma forma social que necessita mais do que pessoas solteiras. Porque, começando com Agostinho — sendo refratado nos escritos monásticos —, a solteirice e a vida despegada que vem com ela são a norma preferida para a vida cristã. Livre das demandas da vida doméstica, somos livres para buscar uma vida ordenada de oração e serviço.

Nas palavras de Basílio, me lembro, entretanto, da observação de Hannah Arendt sobre a política, que todas as formas de política no mundo antigo presumiam que tinha alguém por trás para lavar a roupa, escravizado ao tedioso mundo material, cheio de lavatórios e educação infantil.[iv] Para que o agente livre fosse livre e materialmente concentrado, tinha alguém privado da liberdade e materialmente dividido trabalhando nas sombras. Voltando a Basílio, não é exatamente que seja certo alguém ter dois casacos, mas e se — pelo bem do argumento — eu quiser passar meu casaco mais velho para o meu irmão mais novo? Ou se, por causa de onde vivo, o inverno for um frio congelante seguido por uma temporada mais quente? Como pai, certamente sou livre para deixar meus filhos suarem em nome do reino de Deus, mas certamente isso também é agir injustamente para com eles. Mas com certeza os pais não devem ser enxergados como cidadãos teológicos de segunda classe, fadados a nunca alcançar a plenitude de um discípulo, e a sempre se sentir divididos entre duas direções, sempre tendo uma caixa sobrando no sótão com coisas para o caçula.

Novos movimentos minimalistas, proliferados pelas mídias sociais, só exageram essa tensão. Se ignorarmos a ironia de pagar por uma placa escrita “Viva com simplicidade”, os movimentos minimalistas de viver em vans, cozinhas simples e piso natural de madeira oferecem a certo nível uma visão esteticamente agradável de uma vida material ordenada, simples. Claro, bancadas limpas tem muito pouco a ver diretamente com uma vida moral ordenada. Porém isso não significa que essas formas estéticas de simplicidade são erradas, porque ordem e limpeza certamente não são, em si mesmas, coisas erradas. E Basílio, ainda que com toda sua rigidez, não pretende humilhar nós que, buscando ser prudentes, guardamos um segundo casaco para o filho mais novo. Mas que parte de criar filhos poderia ser compatível com essa visão do evangelho, de ser indiviso e unificado em nossas vidas morais e em nossas casas?

Refazendo a visão utópica

Os guias teológicos sobre essa questão, ainda bem, sabiam que a simplicidade não era uma ideia, preferindo talvez exemplos a puras ideias. Por exemplo, na Regra de Bento de Núrsia, escrita um pouco depois do tempo de Basílio, o abade do monastério era para o monge como um guia, um exemplo visível do que a vida espiritual deveria ser. Ele é alguém que não é novo na fé, alguém que cresceu em sabedoria e que agora está apto para guiar os jovens noviços em sua jornada. É esse tipo de exemplo que eu necessito tarde da noite quando, depois que minhas crianças foram para cama, me encontro rastejando penitentemente sobre legos em busca de ordem doméstica. Criar filhos, particularmente em sua repetição mundana, pode parecer um esforço inútil; nas noites, procuro um Bento, mas geralmente ele já foi para cama, livre de tigelas sujas de mingau, com cânticos esquecidos em sua cabeça.

A grande tentação dos exemplos de simplicidade — seculares ou santos — é a hagiografia, contar suas vidas como se suas realizações fossem alcançadas sem luta. Basílio era um homem da política eclesiástica, assim como Bento, cada um com esqueletos em seus guarda-roupas eclesiásticos. É com grande gratidão que temos as cartas de Basílio, por exemplo, em que ele nos conta de seus sofrimentos e de suas lutas em sua igreja. É isso que falta, de muitas formas, no minimalismo moderno — para cada podcast ou blog sobre criação de filhos que cria a imagem de perfeição material ou simplicidade há erros de gravação e estantes mal iluminadas escondidos. Mas exemplos de disciplina material — teológicos ou seculares — nos oferecem uma imagem valiosa até quando o fazem mal: o dom da aspiração. Ainda assim, separado dos erros de gravação, separado das cartas de Basílio, o ícone de Basílio se torna uma imagem impossível, um fardo e não uma libertação.

A própria Escritura sabe desse perigo e, portanto, oferece exemplos deste caminho de esvaziar a si mesmo. Em Atos 2.42-47 vemos uma descrição brilhante da igreja pós-Pentecostes, onde encontramos as práticas litúrgicas da igreja primitiva — sua aderência ao ensinamento e suas vidas de adoração — terminando com o relato de visão radical de compartilhar todas as coisas em comum, de dar a cada um segundo o que necessitavam. Repetido em Atos 4 (e ecoado em muitas afirmações paulinas sobre como as igrejas deveriam doar a outras igrejas, como o trabalho deveria ser feito e como refeições deveriam ser comidas), alguém poderia facilmente ver onde Basílio pode dizer a sua congregação com convicção que ter muita propriedade é o mesmo que roubo. Mas, como as cartas de Basílio, as Escrituras também contêm descrições sinceras de quão difícil é este desafio e como as pessoas falham. Nós presenciamos as divisões entre ricos e pobres em Corinto, perguntas sobre o que fazer com os preguiçosos e o desafio da riqueza em Tiago. Como Peter Brown demonstra, nossas idealizações quanto à igreja primitiva evaporam quando percebemos que, quase 400 anos depois, a divisão entre os ricos e os pobres tinha ficado maior dentro das igrejas.

Visões de simplicidade material nos cativam, mas só podemos participar delas quando percebemos que isto não é uma visão utópica, mas uma luta posta perante nós. Ter uma visão audaciosa não é o mesmo que ter uma visão audaciosa como parte dos nossos desejos diários e do nosso orçamento mensal. É significativo, então, que esta luta seja citada pela Escritura e pelo registro teológico não como uma vergonha, mas como um motor interno da própria visão. Em outras palavras, a politicagem de Basílio na igreja era parte de concretizar o sonho, assim como quando Bento reconhece que alguns monges devem ser expulsos, e quando a Escritura nos conta de Ananias e Safira.

Esses vislumbres dos bastidores dessa utopia em processo são importantes para o pai que busca simplicidade e unidade em sua vida, porque não há muitos exemplos diretos para nós na Escritura. Não há pais lutando para ouvir e agir de acordo com as palavras de Jesus para vender tudo e ter tudo em comum; o jovem rico e Zaqueu eram, assim presumimos, casados, mas estavam imunes às ofertas audaciosas de dar metade do que possuíam. E a nossa luta é esta: como pai, sou tanto discípulo, como professor, estudante e mestre; eu os levo comigo na minha jornada, sempre ciente que eles não conseguem suportar tanto quanto eu. Assim, os pais não apenas vivem a jornada do discipulado, mas a levam nos próprios corpos, divididos entre o que podem suportar e as concessões que devem fazer por seus filhos, os fortes pelos fracos. Os pais precisam ser olhados com muita graça aqui, penso eu, porque levar o fardo uns dos outros, para quem está de fora, pode parecer como botar a mão no arado e olhar para trás.

A visão material radical da Escritura tem em vista nossa libertação, despojando-nos de nossos bens; perdemos de vista o ensino da igreja primitiva de que, como Basílio indica, a riqueza é venenosa para nós. Mas visões idealistas de simplicidade — boas novas para o solteiro abastado — se tornam um fardo para o pai prudente, criando uma utopia, na qual estou sempre nas trevas exteriores pelo bem da estabilidade de minhas crianças. O que precisamos não é abandonar a visão, mas lembrar sempre que ela estará no caminho, que a visão é o melhor resultado de inúmeras horas de práticas e tentativas fracassadas.

Mantendo a visão material

Se idealizar a simplicidade é o perigo mais óbvio — um que nos tenta ao desespero —, há também um segundo perigo oposto a este. Em Atos 2, a visão radical da vida material é pareada com práticas de adoração e liturgia, a fim de indicar que o ápice dessa visão (compartilhar os bens) não é possível senão ao ser parte de uma comunidade de adoração. E é aqui onde emerge a tentação: ler demais na passagem ao invés de aceitar o simples desafio dela. Até porque quem poderia culpar um pai que quer ensinar a seu filho que passagens como esta — por mais difíceis que sejam — na verdade estão ensinando sobre ter um coração correto? Ao ler as descrições utópicas de Atos, alguns intérpretes dos primeiros séculos reconheceram o perigo de ter o materialismo no centro da teologia, se preocupando demais com o mundo em detrimento da própria alma. Ou, como se demonstra no meu mundo, de que vale compartilhar seu trem com seu irmão se você fica se gabando disso? Doar é difícil; amar doar é fruto da graça, uma imagem da perfeição que almejamos.

Ao tratar da famosa passagem de Jesus confrontando o jovem rico, Clemente de Alexandria propôs que o que Jesus realmente queria dizer não era literalmente que ele desse tudo, mas ter certeza de que o coração dele estava correto, de que ele amava a coisa certa. Ao interpretar a passagem desta forma, Clemente estava tentando demonstrar que o que realmente está em jogo no materialismo é a nossa alma. Mas, ao fazer isso, Clemente involuntariamente deu a justificativa que mina a força das palavras de Jesus: a condição do coração. O que importa, Clemente pensou, era a ordenação dos desejos da pessoa e como a pessoa amava a Deus. Em outras palavras, o cristão não estava em perigo diante das riquezas, conquanto servisse a Deus em seus afetos e não a Mamon. E assim, seguindo Clemente, eu permito que meu sótão se encha de caixas de amores potenciais, de cestos de roupas um número maior prudentemente socados ali, guardados para combater a temporada de crescimento dos filhos que virá com o ano que vem.

Se a tentação de alguém é levar a simplicidade material muito a sério — buscando-a como um fardo utópico, e não como uma jornada a ser percorrida — a tentação oposta é não levar a simplicidade nem um pouco a sério. Por mais que eu ame meus filhos, os apetites deles ainda não conseguem discernir entre o suficiente e o excesso; eu devo, de acordo com Jesus, ser como eles em sua confiança, não em seu juízo. “Pelas crianças”, assim como “viva com simplicidade”, pode ser um mantra de autojustificação para cobrir uma multidão de pecados: ser discípulo e pai é ver esses dois termos não como incompatíveis, mas como a mesma coisa.

Assim como Paulo escreveu aos solteiros que seguissem a Cristo com suas vidas sexuais, ele escrever para os casados; assim como Jesus ordenou que seus discípulos saíssem de casa, ele cuidou de sua própria mãe como sua discípula. Se nosso ímpeto para a simplicidade ignora as dificuldades da vida material e exclui a profundidade dos nossos relacionamentos, negamos o valor do mundo material no processo. O desafio da simplicidade material, por mais difícil que seja, é oferecido aos pais enquanto pais. Mas o que isto pode querer dizer? Como podemos entender isto?

Em louvor à simplicidade cristã

A simplicidade cristã, se bem vivida, pega os impulsos frágeis e a estética quebrada do minimalismo e as completa de forma que engloba a tudo isto. A atratividade de movimentos como o Novo Monasticismo, que enfatiza vidas materialmente simples, é que eles não presumem de forma implícita que o discípulo ideal é aquele homem de muitas posses e nenhum filho, ou — de maneira mais clara — eles não me forçam a escolher entre o meu desejo de simplicidade e o meu desejo por filhos criados em nome de Jesus. Porque uma família deve abraçar seu discipulado conjunto, como reflexos da igreja, estranhos ajuntados pela graça de Deus para o nosso bem. E, assim, membros desses movimentos os adotam junto com suas crianças, simplificam suas vidas, compartilham suas posses pelo bem de seu próximo e do reino. Simplicidade, em outras palavras, se torna um esforço comunitário, compartilhado pelos nossos reinos domésticos. Os orçamentos das casas são abertos para a comunidade, não como uma matéria de piedade, mas como transparência perante Deus e perante um ao outro. Nessas comunidades, as crianças aprendem com seus pais e se juntam a eles neste caminho rumo a Cristo.

As redes dessas comunidades, desde Evanston, a Waco e Durham, encontram formas de atrair famílias inteiras a esta visão, reconhecendo que o cuidado pelas crianças não está em conflito com a simplicidade do evangelho e que ambos andam juntos. O que eles entendem é que o verdadeiro obstáculo para a simplicidade não é somente se alguém atinge um grau maior ou menor de minimalismo, apesar de que as Escrituras veem uma superabundância de bens como danoso a nós. O verdadeiro obstáculo à simplicidade é a busca dessa visão como uma jornada de Prometeu, criando fogo espiritual através de meios heroicos ao invés de humilde cooperação.

Em seu livro recente sobre solteirice na igreja, Jana Bennett[v] nota que frequentemente a vida espiritual ideal presume amplos recursos materiais para ser alcançada. A mãe solteira, por exemplo, deve prover para seus filhos e servir à sua piedade, esquecendo que as famílias com ambos os pais tem mais tempo e recursos para satisfazer o trabalho e as obrigações familiares. O oposto é verdade nessa busca por simplicidade: o ímpeto pela simplicidade material pode ser mais facilmente assumido por solteiros do que por famílias com crianças. O que seria um benefício numa versão burguesa do discipulado — recursos adequados para responder às obrigações sociais e religiosas — é aqui uma responsabilidade.

O verdadeiro perigo da visão utópica da simplicidade não é pensar que a simplicidade é alcançável, mas que ele é alcançável sozinha. O que precisamos, para que a simplicidade material não seja restrita aos jovens ou aos solteiros, é um ethos de levar os fardos, para que todos sejam capazes de viver nesse mundo que o evangelho descreve, um mundo que no Instagram é retratado como uma realização pessoal, mas que só é possível como um esforço coletivo. Considere novamente as palavras de Jesus em Marcos como um desafio a seus discípulos (10.29-30):

Jesus respondeu: Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos, por causa de mim e do evangelho, que não receba cem vezes mais, agora no presente, em casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições, e no mundo vindouro, a vida eterna.

Nessa passagem, o ímpeto pela simplicidade material como um imperativo do evangelho se depara com, na economia cristã, um depósito infindável de recursos, à medida que casas se abrem para a hospitalidade, estruturas familiares se expandem em círculos de preocupação e recursos amplos o suficiente para alimentar bocas extras. Os discípulos modernos — incluindo os que têm filhos — são atraídos a um arranjo onde todos têm o que precisam, porque a simplicidade material é uma jornada de comunidade, não uma realização heroica de um santo particular. A caminho deste lugar, várias metáforas aparecerão e nós deveríamos observar seus exemplos. O casal que mora no trailer e que viajam de cidade em cidade, como nômades, deveriam prover inspiração sem se tornarem exemplos idólatras; os monásticos sem filhos e os comunitários solteiros oferecem orientação e sabedoria sem se tornar uma forma singular de simplicidade material. Mesmo os movimentos de minimalismo no Instagram — feitos para magnificar a simplicidade em nome da simplicidade —, podem nos oferecer mais ouro egípcio que podemos remodelar em ferramentas úteis para o templo. O que precisamos não é recusar sua inspiração, mas assumir essas jornadas de simplicidade como um corpo, levando os fardos uns dos outros.


Por: Myles Werntz. © Mere Orthodoxy. Website: https://mereorthodoxy.com/burden-parenting-praise-christian-simplicity/. Traduzido com permissão. Fonte: The Burden of Parenting: In Praise of Christian Simplicity.

Original: O fardo de criar filhos: em louvor à simplicidade cristã. © The Pilgrim. Website: thepilgrim.com.br. Todos os direitos reservados. Tradução Arthur Guanaes. Revisão: Guilherme Cordeiro Pires.

O ponto de vista deste texto é de responsabilidade de seu(s) autor(es) e colaboradores direito, não refletindo necessariamente a posição da Pilgrim ou de sua equipe de profissionais.


[i] https://newrepublic.com/article/120092/billionaires-book-review-money-cant-buy-happiness. Acesso em 8 ago. 2018.

[ii] BASÍLIO, “I Will Tear Down My Barns”, In: St. Basil the Great: On Social Justice. Crestwood, NY: St. Vladimir’s Press, 2009, p. 70.

[iii] WATERS, Brent. The Family in Christian Social and Political Thought. Oxford: Oxford University Press, 2007.

[iv] ARENDT, Hannah. The Human Condition. Chicago: University of Chicago Press, 1998.

[v] BENNETT, Jana Marguerite. Singleness and the Church: A New Theology of the Single Life. Oxford: Oxford University Press, 2017.