27 de Maio, 2020 | Por admin

Gatos e baleias de vinte metros: reflexões sobre livros infantis (Tara Thieke)

As pré-escolas mais caras do país exalam uma fragrância que nos lembra daquelas fotografias idealistas de um mundo antes do plástico, embora sem nenhum resquício de pobreza. Dentro do mundo das escolas Waldorf, Montessori e Wild Forest, a mão domina a máquina, madeira e pedra vencem o petróleo e o metal, e telas foram banidas. Assim como leite orgânico é mais caro que refrigerante, brinquedos artesanais têm se tornado marca registrada dos ricos.

Não são só os brinquedos que são diferentes (um professor que segue o método montessoriano rejeitaria “brinquedos” em favor do “trabalho”). São as rotinas constantes, os espaços organizados, as músicas lentas e reconfortantes e um tipo de livro infantil hoje raro. Um visitante não achará nem um resquício de P de peido ou A vaquinha Cora deixa uma caquinha¹ numa escola que custa 30.000 dólares por ano.

Os livros atualmente empurrados pela indústria têm as arestas arredondadas, a complexidade de uma gravura de Beatrix Potter diluída em rascunhos de 30 segundos dos livros da Sandra Boynton. Os donos da indústria editorial, entretanto, como todos os ricos, geralmente querem o melhor para suas crianças. E isso quer dizer livros de um caráter diferente.

Essas escolas exclusivas e seus devotos enchem a mente de suas crianças com escritores como Elsa Beskow, cujas histórias geralmente se passam em um lugar geralmente fantástico, mas moroso, povoado por flores, gnomos, morcegos, corujas e sapos falantes. Essas pequeninas criaturas criam laços com a criança e a ajudam a viajar pelo confuso mundo dos adultos. Muitos desses livros enfatizam as cores, os ritmos do dia e as estações, e mostram um interesse em plantas ausente na literatura e mídia infantil de hoje em dia.

O que a maioria das bibliotecas, das pré-escolas e das livrarias estoca não é nem de perto tão sereno assim. Aqui a quantidade esmaga a qualidade, à medida que a inundação de lançamentos sobrevém a cada semana. Nesses livros, praticamente todas as imagens que a criança encontra são planas: a forma humana (e todo o resta) é achatada até que tudo que sobra é apenas uma folha da qualidade de um livro de colorir.

O realismo sumiu — sem falar do realismo misterioso que encontramos em muitos livros escritos entre os anos 40 e 70. Quando a escolha se dá entre com ou sem serifa, o editor inevitavelmente escolhe o mundo sem serifa. Não há mais nenhum lugar onde o olho da criança pode se demorar, porque tudo já foi tosquiado. Tudo menos melecas de nariz.

Alguns ilustradores contemporâneos usam a imagem chapada com grande efeito e esses livros possuem um charme próprio. Christopher Haughton usa a cor de forma brilhante, enquanto escritores e ilustradores como Adelina Lirius, Kevin Henkes e Teagen White esboçam uma delicadeza genuína em seu trabalho. Os melhores desses livros, entretanto, ainda colocam um teto acima do mundo, um mundo deliberadamente desencantado. O encantamento sugere um criador e, então, ao que parece, deve ser reduzido a mera magia.

E esses são os bons. Depois vêm os ruins, os muito ruins, e tem muitos, muitos deles e estes são, de longe, os que a maioria consegue ter acesso.

Aqui a criança encontra um mundo barulhento, apressado e irreverente. Talvez o que isso mostra é que a maior mensagem da literatura infantil é que “você vai morrer rindo”. Não há nada a fazer senão apontar, gozar e rir. Há um niilismo miserável por trás de P de peido. O teu corpo é ridículo, criança. Você não foi feita de forma assombrosa e maravilhosa; olha, a dignidade de cada animal está comprometida, eles estão presos ao maquinário nojento de sua forma. Ria até a barriga doer, ria alto o bastante para que não precisemos nos perguntar por que as coisas existem.

Talvez isto ajude a explicar. Talvez você queira achar um livro infantil sobre gatos. Faça uma rápida busca. O que você achará serão monstruosidades disformes como O gato SplatO gato Pete ou Gatinho malvado— dúzias e dúzias de livros com gatos computadorizados, bizarramente sexualizados ou gatos que parecem que estão sendo estrangulados. Estes serão louvados como totalmente hilários, muito engraçado!

Mas o que acontece agora é que a criança encontrou a piada antes do mistério do gato, e isto é um desserviço tanto para a criança quanto para o gato. A leveza é nobre, mas, sem a gravidade, ela fica desequilibrada, torna-se um fim em si que solta as amarras de todas as outras coisas que a criança deveria encontrar.

Perceba que nenhum desses livros tem algo a ver com um gato de verdade. Eles são meros veículos para piadas sobre o corpo e os adultos dando sermão sobre autoestima (uma fixação obsessiva dos adultos em relação às crianças; enquanto as crianças ainda nem descobriram as fronteiras do self). Seria bom encontrar um livro sobre identidade felina que fomentou a arte e criação de mitos na alma humana por milênios.

Então você se esforça mais e acha algumas obras científicas feitas para crianças sobre gatos. Aqui não há desenhos, só fotografias. A câmera não é como a mão e as atitudes que ela invoca são diferentes; ela substitui a contemplação do objeto pelo domínio técnico. Este é o gato reduzido pelas lentes a questões utilitárias que se encaixam melhor na mesa de dissecação: como ele dorme, o que ele come, como os bigodes o ajudam a sobreviver? Depois dessas curiosidades, entregues por uma condescendência enérgica de quem fala “Nossa, isso não é maneiro?”, a criança conhecerá o gato como visto pelos olhos de um taxidermista cínico: um objeto a ser analisado, não uma criatura viva. A graça do gato foi obscurecida pela monotonia dos dados.

Deixando os gatos de lado, encontramos o gênero crescente de livros que se esgueiram para dentro da cabeça das crianças, mas que admitem provocar deleite através de justaposições esquisitas ou da má educação extravagante dos seus personagens principais. Um exemplo é O dragão que ama tacos por Adam Rubin, uma história sem propósito ou enredo, que retrata uma criança desajustada (que hoje já é tão clichê que ficou ajustada) com olhos protuberantes, corpo de barril e pernas fininhas.

Alguns, como O dia em que os gizes de cera pediram demissão, por Drew Daywalt, são amados pelos adultos, provavelmente porque foram escritos para eles. São cheios de mensagens subliminares exageradas para os adultos, uma espécie de meta história que mira nas crianças, mas que sacrifica o enredo, o cenário e a autenticidade. E, é claro, tem as onipresentes releituras “autênticas” dos contos de fadas clássicos, como A verdadeira história dos três porquinhos, por Jon Scieszka. Esses livros ensinam as crianças a suspeitar antes de aprender a confiar, e muitas vezes a criança nunca nem ouviu falar do material original. Apresenta-se a ela o retrato de cabeça para baixo antes que ela aprenda a vê-lo de cabeça para cima.

Esses livros podem parecer extremamente inteligentes para os adultos que já foram treinados pelos clichês narrativos, embora haja o risco de a inteligência escorregar para ironia e daí para o cinismo, e a inversão de arquétipos pode confundir a criança. Mesmo que haja entretenimento, e vemos muita bobagem nesse gênero, é terrível que isso venha antes de inculcar amor genuíno ou reverência. Presenteie uma criança com um daqueles doces sabor cera de ouvido do Harry Potter e ria da pegadinha até sua barriga doer, e, porque as crianças são empáticas, elas vão exagerar na careta só para você se divertir. Mas faça isso o tempo todo, faça isso antes do primeiro doce dela, e a criança achará a simplicidade entediante, comparada à inventividade das coisas estragadas.

Para muitas pessoas isso não é um problema. Gastar tempo considerando isso pode invocar lembranças do nervosismo incontrolável das professoras de jardim de infância, aquelas inquisidoras, incapazes de relaxar e dar umas risadas. Mas eu imploro que revisem sua posição. Abandonem as imagens dos almofadinhas e retornem para a escola Waldorf (Maternal — 37 mil dólares por ano): há uma razão de eles não encherem suas prateleiras com o Wonky Donkey,  Grumpy Monkey ou Benny’s Boogers. Por quê?

O deslumbramento é a primeira linguagem da alma: o bebê se maravilha ao ver a face de sua mãe; sua alegria transborda em gargalhada transcendente. Ele se maravilha com a primeira vez que sente o gosto do sorvete e então, ah, o êxtase do encantamento. É nosso direito de nascença. O padrão se repete e, por muitos séculos, nutrimos nossas crianças com contos de fadas e folclore que as guiavam no mundo e inculcavam cautela e reverência. Pode haver dragões, mas o fato de os bebês bem cuidados viverem em um perpétuo estado de deslumbramento é um sinal de que tudo isso, dos seus dedões do pé  à árvore que paira sobre a criança, é um dom; e este assombro, como enfatizou repetidamente o Rabino Abraham Joshua Heschel, é como aprendemos a conhecer e amar o Senhor.

Talvez seja por isso que os livros infantis sofreram tantos ataques nas últimas décadas.

Pode parecer trivial que agora muitos ilustradores desenhem (isto é, se é que há uma mão humana no processo) faces humanas com olhos doentios, corpos artificialmente arredondados e expressões distorcidas. Algumas vezes, eles desenham as personagens deliberadamente feias, presumivelmente porque eles acreditam que as crianças acham a feiura mais divertida que a beleza.

Porém, se somos o que contemplamos, e boa parte da filosofia e teologia nos ensina isto, então o que mostramos para as crianças importa. E o que elas estão contemplando é uma rejeição do real em favor da caricatura: obras feitas por máquinas e não por mãos humanas; máquinas e animais que são, para todos os fins práticos, humanos em contraste a imagens realistas da criação de Deus com certa aura mágica em volta; e uma rejeição deliberada do mistério e da reverência.

Por que encontrar o real e vê-lo por um véu de encantamento é tão crítico para as crianças? Por que os contos de fadas perduram milênios? Não quero dizer que os contos de fadas são reais. Mas que a atmosfera que eles envolvem é real o suficiente para as crianças, que começam a ver o mundo como cheio de assombro, e este é fruto dos melhores contos de fadas (veja a discussão de J.R.R. Tolkien sobre eucatástrofe em Sobre contos de fadas). Um conto de fadas do George MacDonald está mais em harmonia com a realidade do que qualquer coisa escrita para crianças nos últimos anos. Existe nas crianças uma tendência quase universal de buscar a centelha divina no mundo à sua volta, de conhecer o nome das coisas e entrar em comunhão com elas. Não são desejos tolos; são a marca que receberam de seu Criador, para nomear a criação, para a conhecer, para a guardar e para, ao fazer isso, amá-lo.

A criança que se afasta um pouco da floresta negra sente uma grandeza no mundo, uma grandeza que tem um Criador. A criança que aprende a ser amiga da floresta e a respeitar seus perigos chega ao conhecimento do Criador e da majestade de suas obras. Contos de fadas e literatura infantil clássica: esses são alguns dos primeiros passos que acriança dá em direção a Deus. Privá-las disso terá um impacto significativo sobre a alma.

Em 1983, John Senior, criador de uma das mais renomadas listas de Grandes Livros, escreveu um livro chamado The Restoration of Christian Culture [A restauração da cultura cristã]. À medida que ele traça os passos que levaram ao declínio que ele vê em seus alunos após décadas lecionando, ele chega à conclusão de que nada pode tomar o lugar de encontros infantis com a realidade, sem a mediação de telas ou mesmo de livros: 

“Não importa quão fortemente você rejeite seu panteísmo juvenil, Wordsworth está certo quando diz “Saia para a luz das coisas.” Nenhuma quantidade de leitura, remedial ou avançada, nenhuma quantidade de estudo de qualquer sorte, pode substituir o fato de que somos uma espécie enraizada, enraizada por nossos sentidos no ar, água, terra e fogo da experiência espiritual. Nihil in intellectu nisi prius in sensu.Talvez você esteja cansado das piadas sobre o mundo plástico, da irrealidade da Coca-Cola, batatas fritas e programas de televisão. O truque mais sagaz do diabo neste mundo blasé de fácil mudança é nos tentar ao tédio com relação às verdades salvíficas ordinárias, que são descartadas juntamente com as modas do ano passado. Quando você planta mesmo que seja a melhor das literaturas infantis na melhor das jovens mentes, se o solo dessas mentes não tiver sido ricamente trabalhado pela experiência natural, você não colherá o fruto fecundo da literatura que é a imaginação, mas colherá fantasia infértil. As crianças precisam de experiência direta e cotidiana com campos, florestas, riachos, lagos, oceanos, grama e terra, então elas cantarão espontaneamente com o salmista:

Louvai ao Senhor da terra, monstros marinhos e abismos todos; fogo e saraiva, neve e vapor e ventos procelosos que lhe executam a palavra; montes e todos os outeiros, árvores frutíferas e todos os cedros; feras e gados, répteis e voláteis(ARA)

“Se eles não conhecem nem os fatos, para começar — não como apresentados no National Geographic ou num zoológico —, eles não poderão aprender a cantar ou a amar ou a ler literatura infantil que celebre estas coisas.”

Nihil in intellectu nisi prius in sensu.

Nada há no intelecto que não tenha antes passado pelos sentidos.

Mas os sentidos das crianças são barcos instáveis postos sob o tsunami da modernidade. Onde as crianças poderão encontrar silêncio e espaço para perambular sem interrupções? Onde estão os riachos nas nossas cidades, os jardins e as campinas não podadas? Não importa se o vilão que tranca a porta da criança seja a cultura do automóvel, a pobreza, a peste ou horas de trabalho frenéticas que tomam todas as horas do dia, mantém-se que em todos esses casos a criança deve se refugiar nas histórias.

E depois? Elas pelo menos encontrarão os nomes das flores e árvores, imagens de riachos, ouvirão histórias sobre a vida em um jardim ou numa floresta? Seus olhares serão direcionados para os céus e para conhecer os desenhos dos seus antecessores, rabiscados entre as estrelas? Se a quarentena mais duradoura, mais antiga e mais profunda nos impede de sairmos deste labirinto de asfalto, e o lockdown atual nos impede de visitarmos até aos parques, então os livros se mantém. Mas ó, que livros!

John Senior vem para censurar nossas bolhas:

Você não pode usar programas de televisão e fitas cassete ou grama sintética AstroTurf ou astrodomos para nutrir a saudável e natural ginástica e poesia que a razão bem-ordenada pressupõe. E nem, como eu disse antes, é culpa apenas dos maus conteúdos da mídia: não precisamos de programas do Jacques Costeau maiores e melhores. É a própria artificalidade da televisão que está em xeque, mesmo quando o material supostamente está dentro das regras. Uma baleia de vinte metros de comprimento jogando água sobre 14 polegadas da sua sala de estar enquanto você toma Coca-Cola não faz parte da realidade.

Não é mais uma baleia de vinte metros nas nossas televisões. É uma sequência infinita de 50 mil vídeos em eterna repetição de baleias de óculos escuros dando risada, uma batida ritmada e uma atitude atrevida, tudo isso na tela de um tablet. É um hipopótamo choroso de óculos escuros desenhando cruamente num livro da Boynton, para todos os intentos e propósitos a mesma coisa que um adulto entediado. A majestade do hipopótamo e da baleia se esvaiu; a audácia do gato foi caricaturada, diluída e agora a criança só resta a indiferença.

Com todo o excesso de estímulos e a arte reducionista, como a criança ficará quieta tempo o suficiente para apreender qualquer coisa sobre o mundo de Deus, ou sobre a sua Palavra? Como alguém pode esperar pacientemente em um barco para ver uma baleia na costa da praia se ela não consegue nem esperar pacientemente para vê-la na televisão, porque a própria ideia de baleia se tornou numa piada? A realidade da baleia é um mistério que não conseguimos colocar em palavras; só começar a contemplar sua existência requer silêncio e espaço para que seu enorme corpo preencha nossa atenção. Mas como uma criança pode acreditar na comida de verdade se ela comeu isopor sua vida toda?

Não precisamos de uma inundação de livros e outras formas de conteúdo infantil, exceto para a conta bancária dos editores, publicitários e outros criadores de conteúdo. A taxa de rotatividade (churn) é o que importa para estes, mas o nosso dever é não deixar que nossas crianças sejam pegas pela frenética roda gigante do consumismo. As crianças odem ganhar em emoção, mas perderão o senso de equilíbrio. Mister Rogers é tão bom hoje quanto era há quarenta anos, e os clássicos de Margaret Wise Brown são igualmente tranquilizantes.

Talvez ainda mais importante ainda seja o fato de que, ao transmitir livros para a próxima geração, nós fortalecemos nossos vínculos geracionais, ajudando nossas crianças a se sentirem em casa no mundo: “Minha mãe lia esse livro para mim quando eu era criança e agora eu o lerei para você.” Viu? Há aquela raiz penetrando no solo. A criança está aprendendo sobre o tempo, sobre o lar.

A responsabilidade dos pais e educadores é mediar a realidade a fim de que as crianças possam conhecer e amar a Deus de todo coração, mente e alma. Os ricos do nosso país dão o seu melhor para fazer florescer a imaginação de seus filhos e suas capacidades de pensar criativamente por meio de livros ricos em imagens, texturas e deslumbramento.

Outrora, porém, essas histórias eram propriedade comum de cada criança que se sentava no colo de sua avó. Vamos nos esforçar para dar a cada criança, rica ou pobre, essas histórias que plantam assombro e gratidão no coração, levando-as a correr e a cantar os salmos, e a considerar a baleia e o gato da forma que o Criador pretendeu.

Os autores e ilustradores da lista abaixo foram escolhidos como criadores de livros ilustrados que contêm elementos de mistério, reverência, deslumbramento, beleza, atenção a detalhes e nomes, e não são tão conhecidos. Certamente não é uma lista exaustiva e deixou de lado alguns ilustradores da era de ouro e alguns best-sellers do século 20 simplesmente porque já são bem conhecidos.

*Alguns destes livros foram relançados com outras capas e até outras ilustrações. De modo geral, as edições antigas são preferíveis.

Uma breve lista de livros para crianças pequenas

The Grey Lady and the Strawberry Snatcher por Molly Bang

The Flower Fairies series por Cicely Mary Barker

The Brambly Hedge Collection por Jill Barklem

Around the Year por Elsa Beskow

Aunt Green, Aunt Brown, Aunt Lavender por Elsa Beskow

The Children of the Forest por Elsa Beskow

The Flowers Festival por Elsa Beskow

Peter in Blueberry Land por Elsa Beskow

Princess Sylvie por Elsa Beskow

Switch on the Night por Ray Bradbury e ilustrado por Leo & Diane Dillon

The Monk Who Grew Prayer por Claire Brandenburg

The Color Wizard por Barbara Brenner e ilustrado por Leo & Diane Dillon

Hildegard of Bingen por Demi

To Everything There is a Season por Leo & Diane Dillon

A to Z Picture Book por Gyo Fujikawa

Mother Goose ilustrado por Gyo Fujikawa

Yourself and Your House Wonderful por Helene Guerber

The Saint and His Bees por Dessi Jackson e ilustrado por Claire Brandenburg

Roses in the Snow por Dessi Jackson e ilustrado por Lydia Grace Kadar-Kallen

The Moomins and the Great Flood por Tove Jansson

Moominvalley in November por Tove Jansson

Catwings por Ursula LeGuin

The Tomten por Astrid Lindgren

A Picture Book of Saints por Fr. Lawrence Lovasik

The Little Lost Lamb por Golden MacDonald (Margaret Wise Brown) e ilustrado por Leonard Weisgard

A House in the Woods por Inga Moore

Six-Dinner Sid por Inga Moore

Hailstones and Halibut Bones por Mary O’Neill e ilustrado por Leonard Weisgard

The Story of the Butterfly Children por Siporlle von Olfers

The Story of the Root Children por Siporlle von Olfers

The Princess in the Forest por Siporlle von Olfers

The Beauty of Birds por H. Wayne Trimm

A Time To Keep por Tasha Tudor

One is One por Tasha Tudor

Pumpkin Moonshine por Tasha Tudor


¹ N. do T.: tradução livre dos títulos, não há edição em português. Os títulos originais são, respectivamente: F is for Fart e Cora the Cow Plops a Patty.


Por: Tara Thieke. © Mere Orthodoxy. Website: https://mereorthodoxy.com/cats-sixty-foot-whales-reflections-childrens-books/. Traduzido com permissão. Fonte: Cats and Sixty Foot Whales: Reflections on Children’s Books.

Original: Gatos e baleias de vinte metros: reflexões sobre livros infantis. © The Pilgrim. Website: thepilgrim.com.br. Todos os direitos reservados. Tradução: Arthur Guanaes. Revisão: Guilherme Cordeiro Pires.

O ponto de vista deste texto é de responsabilidade de seu(s) autor(es) e colaboradores direito, não refletindo necessariamente a posição da Pilgrim ou de sua equipe de profissionais.

Imagem por Yas Imamura